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Postal (vivo) de Natal



Sobre a folha esvoaça a pena,
com pena de isto ter de narrar!
Pesam-te as penas do teu penar,
sem que a vida se torne amena.

Sem sequer olhar para mim,
corres sempre sem parar,
não sabes bem onde queres chegar,
para isso, tinhas que conhecer o fim.

Desvaneceu-se o fulgor de outrora,
perdido, nas agruras da vida,
restou a tua alma incompreendida,
interrogas-te sobre o que fazer agora!

Para onde corres afinal?
Passam os meses e as estações,
passou-te o ano, aos tropeções,
o mundo parece querer-te mal!

Lá no fundo surge uma luz,
algo que pode fazer a diferença,
dentro de ti renasce a esperança,
bate à porta alguém, truz, truz…

A medo é aberta a porta
entra o aconchego da família,
amizade e amor em vigília,
e o resto já não importa

Mesa farta, quem diria!
Noite fora, serve-se o manjar,
na bandeja, espaço para amar,
ao invés de rica iguaria!

Nessa noite tão especial,
num mundo novo, em harmonia,
paz, amor e muita alegria,
celebremos todos O Natal!

Manuel Mota

Natal de 2013

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